O bizarro Manuscrito Voynich

O Manuscrito Voynich

Um livro misterioso, conhecido como “o livro que ninguém consegue ler”, acredita-se que o Manuscrito Voynich tenha sido escrito há cerca de 600 anos atrás, por um autor desconhecido. Até hoje nenhum especialista conseguiu decifrar a linguagem utilizada no manuscrito e ele permanece um grande mistério.

Segue o relato de Jacques Bergier:

O Manuscrito Voynich
O Manuscrito Voynich

O Dr. John Dee era um colecionador encarniçado de manuscritos  estranhos. Foi ele que, entre 1584 e 1588, ofereceu ao imperador  Rodolfo II o estranho manuscrito Voynich.

A história desse manuscrito foi contada muitas vezes, e em particular  por mim mesmo no “O homem Eterno” e no “Os Extraterrestres na  História”. Penso, entretanto , que será útil contá-la desde o início.

O Duque de Northumberland havia pilhado um grande número de mosteiros  sob o reinado de Henrique VIII. Num deles encontrou um manuscrito que  sua família comunicou a John Dee, cujo interesse por problemas  estranhos e textos misteriosos era bem conhecido. Segundo os  documentos encontrados, tal manuscrito havia sido escrito por Roger  Bacon. Roger Bacon (1214 – 1294) era considerado pela posteridade  como um grande mágico. Com efeito, ele se interessava sobretudo pelo  que chamamos experimentação científica, da qual foi um dos pioneiros. Predisse o microscópio e o telescópio, os navios com propulsão a  motores, os automóveis e as máquinas voadoras.

Interessava-se, igualmente, pela criptografia da qual falou  na “Epístola sobre as obras secretas da arte e a nulidade da magia”.  Dee podia pensar, perfeitamente, que um tal manuscrito inédito e  cifrado por Roger Bacon podia conter espantosos segredos. Seu filho,  Dr. Arthur Dee, falando da vida de John Dee em Praga, cita “um livro  contendo um texto incompreensível que meu pai tentou em vão  decifrar”. Após múltiplas atribulações, o documento parou no livreiro  Hans P. Kraus, de Nova Iorque, onde foi vendido em 1962, pela módica  soma de 160.000 dólares. Não é caro se tal livro contém todos os  segredos do mundo, é muito caro se resumir, simplesmente, os  conhecimentos do século XIII.

Falamos já do papiro egípcio que devia fornecer, em princípio, “todos  os segredos das trevas” , e que indicava, unicamente, o método de  resolução de equações do primeiro grau. É preciso desconfiar, mesmo  do manuscrito Voynich. Penso, de minha parte, que esse manuscrito Voynich serve como bom exemplo de livro maldito que escape à  destruição, unicamente porque não se chega a decifrá-lo, e porque não  constitui, por isso, um perigo imediato.

Aparece em forma de brochura de 15 por 27 cm, sem capa e, segundo a  paginação, faltando 28 páginas. O texto é colorido em azul, amarelo,  vermelho, marrom e verde. Os desenhos representam mulheres nuas, de  pequeno talhe, diagramas (astronômicos?) e quatrocentas plantas  imaginárias. A escrita parece uma escrita  medieval corrente. O exame grafológico permite concluir que o escriba  conhecia a língua que utilizava: copiou-a de maneira corrente e não  letra por letra.

Manuscrito Voynich

O código empregado parece simples, mas não se encontra maneira de  decifrá-lo.

Voynich_manuscript_excerptO manuscrito apareceu em 19 de agosto de 1666, quando o reitor da  Universidade de Praga, Johannes Marcus Marci , enviou-o ao célebre  jesuíta Athanase Kircher que era, entre outras coisas, especialista  em criptografia e em hieroglifos egípcios, e em continentes  desaparecidos. Era o homem a quem se deveria ter enviado o texto,  realmente, mas ele não conseguiu decifrá-lo.

O manuscrito foi, em seguida, estudado pelo sábio tcheco Johannes de  Tepenecz , favorito de Rodolfo II. Encontra-se uma assinatura de  Tepenecz na margem, mas também este não decifrou o manuscrito.  Kircher, tendo malogrado, guardou o manuscrito numa biblioteca  jesuíta. Em 1912, um livreiro chamado Wilfred Voynich comprou o  manuscrito da escola jesuíta de Mondragone , em Frascati, Itália.

Levou-o aos Estados Unidos, onde muitos especialistas tentaram  descobrir seu segredo. Não chegaram a identificar a maior parte das  plantas. Nos diagramas astronômicos, foram identificadas as  constelações de Aldebaran e Hyades , o que não mudou muita coisa. A  opinião geral e de que o texto está cifrado, mas numa linguagem  desconhecida. Os famosos arquivos do Vaticano foram abertos para  auxiliar a procura. Nada se encontrou. Numerosas fotografias circularam, foram remetidas a grandes  especialistas . Nada.

Em 1919, fotocópias chegaram a William Romaine Newbold, deão da  Universidade da Pensilvânia. Newbold tinha, então, 54 anos. Era  especialista em linguística e criptografia.

Em 1920, Franklin Roosevelt, então assistente no ministério da  Marinha, agradece-lhe por decifrar uma correspondência entre espiões,  cujo segredo não pudera ser percebido por nenhum dos escritórios  especializados de Washington. Newbold interessava-se, mais e mais ,  pela lenda do Graal e pelo gnosticismo . Era visivelmente um homem de  grande cultura, capaz, se alguém no mundo fosse capaz, de decifrar o  manuscrito Voynich.

Trabalhou durante dois anos. Pretendeu ter encontrado uma chave,  depois tê-la perdido no curso das pesquisas, o que é singular. Em  1921 começou a fazer conferências sobre suas descobertas. O menos que  se pode dizer de tais conferências é que foram sensacionais.

Segundo Newbold, Roger Bacon sabia que a nebulosa de Andrômeda era  uma galáxia como a nossa. Sempre segundo ele, Bacon conhecia a  estrutura da célula e a formação do embrião a partir do esperma e do  óvulo. A sensação era mundial.

Não somente no meio científico, mas entre o grande público. Uma  mulher atravessou todo o continente americano para suplicar a Newbold  que expulsasse o demônio que a perseguia, utilizando as fórmulas de  Roger Bacon.

Há também objeções. Não se compreende o método de Newbold, tem-se a  impressão de que ele caminhava para trás, não se conseguem novas mensagens utilizando seu método. Ora, é evidente que um sistema de  criptografia deveria funcionar nos dois sentidos. Se se possui um  código, dever-se-ia decifrar mensagens que estão nesse código, mas  dever-se-ia , também, traduzir nesse código mensagens em claro. A  sensação continuou, mas Newbold tornava-se cada vez mais vago, menos  acessível. Morreu em 1926. Seu colega e amigo, Roland Grubb Kent,  publicou seus trabalhos. O entusiasmo do mundo foi considerável.

Depois, uma contra – ofensiva começou, conduzida em particular pelo  Padre Manly . Não estava de acordo com a decifração de Newbold.  Pensava que certos signos auxiliares eram deformações do papel. E  bastante depressa não se falou mais nesse manuscrito.

Manuscrito Voynich

É então que me separo de numerosos eruditos que estudaram a questão,  e especialmente David Kahn, cujo admirável livro “The Code Breakers”  é a bíblia moderna dos peritos em criptografia. Aproveito a ocasião  para agradecer a David Kahn, ter citado uma de minhas aventuras  pessoais no domínio da criptografia. Tendo, durante a ocupação  alemã , necessidade de cinco tipos gráficos para terminar um  trabalho, e encontrando-me à frente de jovens que fumavam como  bombeiros, e que haviam sido privados de sua droga, acrescentei em  minha mensagem as letras T A B A C . Londres compreendeu e 150 quilos  de tabaco caíram sobre nossas cabeças, de pára – quedas , logo na lua  seguinte.

A hipótese que vou emitir é pessoal. Parece-me, pelo menos, que nunca  vi em nenhum lugar e que, igualmente, já li tudo, sobre o manuscrito  Voynich. Para mim, Newbold apagou a pista conscientemente, pois teria  recebido ameaças. Tinha relações muito estranhas com todos os tipos  de seitas. Sabia bastante para entender que certas organizações  secretas são realmente perigosas. E estou persuadido que, a partir de  1923, foi ameaçado, e, temendo graves represálias, deu um passo para  trás. Dissimulou o essencial de seu método, e sua chave principal  nunca foi encontrada.

Antes de examinarmos o que penso sobre o conteúdo do manuscrito  Voynich, é preciso primeiro resumir, rapidamente, as tentativas de  decifração posteriores a Newbold. A maior parte são ridículas. Mas, a  partir de 1944, um grande especialista em criptografia militar,  William F, Friedman, morto em 1970, ocupou-se dessa questão. Utilizou  um ordenador (nota do webmaster: aqui ocorrem duas coisas: este texto  foi traduzido do francês , nesta língua computador é ordinateur e o  tradutor achou por bem criar um neologismo. Em segundo lugar, este  texto foi escrito na década de 70, antes da revolução da informática  através do computador pessoal . O que teriam feito estas pessoas com  os recursos de informática que possuímos hoje?) do tipo R. C. A. 301.

Segundo Friedman, não só a mensagem é cifrada, mas está numa  linguagem totalmente artificial. Como a língua enoquiana de John Dee.  É uma hipótese interessante que, talvez seja um dia provada.

Após a morte de Voynich em 1930, os herdeiros de sua mulher venderam  o manuscrito à livraria Kraus, está disponível por 160000 dólares. A  meu ver, se o manuscrito realmente interessou John Dee é porque ele  reconheceu, como na Steganographie de Trithème, o código de uma  linguagem que ele conhecia e que não era, talvez, uma linguagem  humana. Roger Bacon, como outros antes e depois dele, teve acesso a  um saber que provinha, seja e uma civilização desaparecida, seja de  outras inteligências. Ainda uma vez, alguns pensaram, e pensam ainda,  que uma revelação que venha muito cedo, relativa a segredos de uma  ciência superior à nossa, destruiria nossa civilização.

Nesse caso, perguntar-se-á , por que o manuscrito Voynich não foi  destruído? A meu ver, percebeu-se muito tarde sua existência, por  volta de 1920, e então já circulava tal número de fotografias do  texto que seria impossível destruí-las todas. É a primeira vez que a  fotografia intervém num caso de livros malditos , e parece,  certamente, que ela vai tornar difícil, posteriormente, a tarefa dos  Homens de Negro. Uma vez as fotografias divulgadas não havia nada a  fazer a não ser silenciar Newbold e isto sem despertar suspeitas.

Por isso ele não sofreu nenhum “acidente” e morreu naturalmente. Mas  a campanha que visava desacreditá-lo e produzir traduções ridículas  do manuscrito foi muito bem organizada.

Notemos, de passagem , para pessoas que se interessam pelo  planejamento familiar que uma dessas falsas traduções, a do Dr.  Loonell C. Strong, extraiu do manuscrito Voynich a fórmula publicada  de uma pílula anticoncepcional. Mas o verdadeiro problema permanece.

Um dos objetivos da revista americana INFO, consagrada às informações  de difíceis soluções, consiste na decifração do manuscrito Voynich.

Manuscrito Voynich

Até hoje, tal objetivo não progrediu muito. Parece-me que seria  conveniente entregar-se mais ao manuscrito Voynich, e menos a outros  problemas desse gênero. Quer se tratasse dos manuscritos de Trithème  ou dos escritos incompletos de John Dee. No caso do manuscrito  Voynich parece tratar-se de um texto proibido completo. Entre as  poucas frases que se encontram nas publicações de Newbold, uma faz,  particularmente, sonhar. É Roger Bacon quem fala: “Vi num espelho  côncavo uma estrela em forma de escaravelho. Ela se encontra entre o  umbigo de Pégaso, o busto de Andrômeda e a cabeça de Cassiopéia” . Foi exatamente ali que se descobriu a nebulosa de Andrômeda , a  primeira grande nebulosa extragalática que se conheceu. A prova foi  anunciada após a publicação de Newbold que não pôde ter sido  influenciado em sua interpretação do texto por um fato que ainda não  fora descoberto.

Outras frases de Newbold fazem alusão ao “Segredo das estrelas novas”. Se realmente o manuscrito Voynich contém os segredos da novas e dos  quasars , seria preferível que ficasse indecifrável, pois uma fonte  de energia superior à da bomba de hidrogênio e suficientemente  simples de manejar para que um homem do século XIII possa compreendê-la, constituiria exatamente um tipo de segredo que nossa civilização  não tem necessidade de conhecer. Sobrevivemos, penosamente, porque  foi possível conter a bomba H. Se é possível liberar energias  superiores, é melhor que não saibamos como, não ainda. Senão, nosso  planeta desapareceria bem mais depressa na chama breve e brilhante de  uma supernova.

A decifração do manuscrito Voynich deveria ser, a meu ver, seguida de  uma censura séria antes de sua publicação. Mas quem aplicaria tal  censura? Como diz o provérbio latino, quem guardará os guardiões ?  Pergunto-me se nunca se submeteu fotocópia do manuscrito Voynich a um  grande intuitivo do tipo de Edgar Cayce, que poderia traduzi-lo sem  usar o laborioso processo de decifração. Seria suficiente que ele  encontrasse a chave, e os ordenadores (ordenador = computador – por  neologismo vindo do francês ”ordinateur” ). Pode-se encontrar uma  foto de uma página do manuscrito Voynich, na página 855 do livro de  David Kahn, já citado, edição inglesa Weidenfeld e Nicholson. Não se  pode, evidentemente, deduzir dela o que quer que seja. Simplesmente,  fica-se espantado com o número de repetições. Tais repetições foram  aliás notadas por inúmeros especialistas de criptografia que tiraram  daí conclusões contraditórias.

Mas o simples fato de se poder encontrar tais fotografias representa  já uma vitória contra os Homens de Negro. E seria desejável que  qualquer pessoa que tenha um documento desse tipo o difundisse, por  fotografia, de maneira a mais ampla possível, evitando, dessa forma,  sua destruição. Se a franco – maçonaria européia tomasse tal  precaução antes da guerra de 1939-1935 , documento únicos não teriam  sido destruídos. Tal destruição de documentos maçons foi efetuada por  comandos especiais. Cada um desses comandos era dirigido por um  nazista assistido por franceses, belgas e outros cidadãos do país  onde a destruição se efetuava. Tais comando eram muito bem treinados.

E é de se notar que os franceses que deles participaram foram  beneficiados com imunidades bem estranhas durante a depuração que se  seguiu à libertação de 1944. Imunidade singular com efeito, não se  aplicando a não ser a esse tipo de colaboração. Enquanto  colaboradores exclusivamente intelectuais, como o poeta Robert  Brasillach, foram duramente castigados, especialistas de ação  antimaçônica não foram tocados.

Voltando ao manuscrito Voynich, tenho excelentes razões para crer que  uma versão desse manuscrito foi destruída. Com efeito, Roger Bacon  tinha em sua posse um documento que, segundo ele, pertencera ao Rei  Salomão e continha as chaves de grandes mistérios. Esse livro,  constituído de rolos de pergaminho , foi queimado em 1350 por ordem  do Papa Inocêncio VI . A razão que se deu foi que tal documento  continha um método para invocar demônios .

Michał_Wojnicz_c._1885

O manuscrito Voynich deve sua denominação a Wilfrid Michael Voynich, um americano de ascendência polonesa, mercador de livros, que adquiriu o livro no colégio Jesuíta de Villa Mondragone, em Frascati, em 1912, através de padre jesuíta Giuseppe (Joseph) Strickland (1864-1915). Os Jesuítas precisavam de fundos para restaurar a vila e venderam a Voynich 30 volumes da sua biblioteca, que era formada por volumes do Colégio Romano que tinham sido transportados ao colégio de Mondragone junto com a biblioteca geral dos Jesuítas, para evitar sua expropriação pelo novo Reino de Itália. Entre esses livros estava o misterioso manuscrito.

Podemos substituir demônio por anjo, e anjo por extraterrestre , e  compreender então muito bem a razão dessa destruição. É provável que  se a igreja católica, em 1350, achasse o manuscrito Voynich, Tê-lo-ia  queimado.

Mas sabemos, agora, que estava escondido numa abadia, e que só com a  pilhagem dessa abadia pelo Duque de Northumberland é que o manuscrito  reapareceu, e foi levado ao conhecimento de John Dee. Segundo algumas  notas de Roger Bacon, o documento que ele tinha e que provinha de  Salomão, não estava em código mas em escrita hebraica. Roger Bacon  notou que o documento tratava mais de filosofia natural que de magia.

Bacon escreveu também: “Aquele que escreve a respeito de segredos, de  forma não escondida ao vulgo, é um louco perigoso.” Escreveu em 1250
mais ou menos. Explicou em seguida esse método de escrita secreta que  comporta a invenção de letras que não existem em nenhum alfabeto.

Provavelmente foi o que fez para traduzir em código o que se poderia  chamar de documento Salomão, mas que é mais cômodo chamar manuscrito  Voynich.

A língua básica desse manuscrito é, provavelmente a mesma língua  enoquiana que John Dee aprendeu através de seu espelho negro, e da  qual ouviremos falar muito no capítulo seguinte, sobre a ordem da  Golden Dawn .

Encontram-se, já, traços desse livro em Flávio Josefo . É preciso não  confundi-lo com a “Clavícula de Salomão” ou com “Testamento de  Salomão”, ou com o “Lemegeton”. Todas essas compilações datam do  século XVI e algumas do século XVIII.

A maior parte é totalmente desprovida de interesse e dá simplesmente  listas de demônios.

O “Livro de Salomão”, que pertenceu a Roger Bacon e foi queimado em  1350 era, certamente, outra coisa. Seria essa obra, assim como  algumas outras “fontes insuspeitadas e interditas” como disse  Lovecraft, que Roger Bacon traduziu numa língua desconhecida, e que  em seguida codificou. O infeliz Newbold, provavelmente ameaçado e  aterrorizado, teve que inventar métodos de decifração e manter o mito  de que o texto estava escrito em latim , apesar de não estar em  latim, certamente, mas em língua enoquiana.

Como Bacon obteve esse documento? Não se pode, por ora, senão sonhar  e imaginar que os Homens de Negro não constituem um grupo monolítico,  mas que entre eles alguns querem revelar os segredos, e o conseguem  ao menos parcialmente. Pode-se imaginar, também, que esses Homens de  Negro formam uma organização terrestre localizada, que seres  extraterrestres por vezes aparecem para auxiliá-los. E gostaria, a  propósito, de chamar a atenção para o caso de Giordano Bruno.

Os racionalistas ligaram-se a esse mártir, e fizeram dele um homem de  ciência, vítima de tendências as mais reacionárias da Igreja. Nada  mais falso. Giordano Bruno era principalmente um mágico apaixonado  pela magia e praticante de magia. Comparou a magia a uma espada que,  entre as mãos de um homem direito, podia fazer milagres, e insistiu  sobre o papel das matemáticas na magia. Para ele, a existência de  outros planetas e a rotação da Terra ao redor do Sol constitui uma  parte secundária de sua obra que compreende sessenta e um livros, a  maior parte de magia. A existência de outros planetas habitados faz,  para ele, parte da magia. Porque sabia muito sobre isso foi que,  atraído para Veneza por um agente da Inquisição de nome Giovanno  Mocenigo , foi entregue aos seus chefes.

Porque cria na magia e na existência de habitantes em outros planetas  além da Terra, Giordano Bruno foi julgado herege impertinente e  persistente, e queimado em Roma, no Campo dei Fiori, em 17 de  fevereiro de 1600. Viveu na Inglaterra de 1583 a 1585, e não está  excluída a hipótese de ter conhecido os trabalhos de John Dee e o  manuscrito Voynich. Segundo todos os registros que temos de Giordano  Bruno, ele era um homem confiante e imprudente. Visivelmente, ele  falou demais.

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Leia mais em: “Os Livros Malditos”, de Jacques Bergier , Editora Hemus , São Paulo