Vampiros da vida real

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Bem longe de serem os atraentes, encantadores, sexualmente sedutores personagens de livros populares, filmes e programas de TV, as pessoas reais que atacam e matam afim de obter a sua dose de sangue humano para beber, tem criado verdadeiro horror e terror. Eles não tinham poderes sobrenaturais, mas pareciam ser guiados por uma força desumana, não natural, que os levou a desejar sangue e a matar. Possuídos e governados por alguma doença mental insondável, eles se tornaram serial killers e casos infames nos anais do crime.

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Chantarelle: Vocês são novatos por aqui. Dá para perceber.

Willow: Ah não… nós viemos aqui o tempo todo.

Chantarelle: Não se envergonhe! É legal que vocês estejam abertos para isso. Nós acolhemos todos que estejam interessados nos Solitários.

Willow: Os Solitários?

Angel: Vampiros…

Xander: Aah! Nós costumamos chamá-los de os desagradáveis pontudos mordedores…

Chantarelle: Muitas pessoas têm esse conceito equivocado… Mas aqueles que caminham com a noite não estão interessados em prejudicar ninguém. Eles são criaturas acima de nós. Exaltados!

Angel: Você é uma tola.

Chantarelle: Você não precisa ser tão conflituoso sobre isso. Outros pontos de vista além do seu podem ser válidos, você sabe…

Willow: Prazer em conhecê-la!

Angel: Já vi o suficiente. Já vi este tipo antes… quero dizer, eles são crianças criando fábulas de ninar de vampiros amigáveis para confortarem-se no escuro…

Willow: E isso é tão ruim assim? Quero dizer, o escuro pode ficar bem escuro… Algumas vezes você precisa de uma estória…

Angel: Essas pessoas não sabem nada de vampiros. O que eles são, como vivem, como se vestem….

 

(diálogo retirado do episódio “Lie to Me” – 2 x07 – da série cult  Buffy: A Caça-Vampiros)

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Toda semana, inúmeros sites semelhantes ao Mundo Misterioso, recebem comentários ou mensagens de leitores adolescentes de que a coisa que mais desejam no mundo é poderem se tornar vampiros. É claro, o que os atrai para essa ideia são as tramas românticas e ficcionais dos vampiros populares da mídia.  Eles são seduzidos pelo poder, a longevidade e a invulnerabilidade que os personagens de vampiros possuem, e eles não parecem compreender que esses personagens são completamente ficcionais.

Por isso, neste post, trazemos três casos que farão (esperamos!) qualquer um pensar duas vezes antes de querer se tornar um “vampiro real”.

As pessoas dos casos abaixo também se sentiam impulsionadas por buscas insanas por vida eterna e maior poder. E já deixamos os leitores prevenidos: as descrições dos atos desses “vampiros reais”, que são relatadas a partir de agora, são horríveis.

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O VAMPIRO DE HANOVER

vampireNascido em outubro de 1879, em Hanover, na Alemanha, Fritz Haarmann cresceu para ganhar o apelido duvidoso de “O Vampiro de Hanover” devido a seus muitos crimes horríveis e sangrentos. Depois de servir no exército quando jovem, ele foi preso por abuso sexual de crianças e colocado em uma instituição mental.

Quando ele escapou do asilo psiquiátrico, ele fugiu para a Suíça, onde a sua atividade criminosa aprofundou e agravou-se. No começo, ele só vivia nas ruas, cometendo pequenos crimes para sobreviver. De alguma forma, ele conseguiu ser contratado pela polícia como informante, e parece que foi esta posição de privilégio que lhe encorajou. Ele iria pegar os homens na rua, convidá-los para sua casa, e matá-los.

No início dos anos 1920 começou a sua fase “vampiro”, no qual ele iria afundar seus dentes nas gargantas de suas vítimas e beber o seu sangue. Quando os restos de algumas de suas vítimas foram encontrados pela polícia, a trilha levou a Haarmann, e quando sua residência foi investigada, 20 cadáveres foram descobertos.

Durante o seu julgamento subsequente, Haarmann enfrentou acusações de assassinar 24 pessoas, mas muitos acreditavam que ele era responsável por mais de 50 assassinatos. Seu depoimento no julgamento chocou o público, confessando que, por vezes, comeu partes de suas vítimas e, quando ele foi contratado como um açougueiro, vendeu a carne de suas vítimas para clientes desavisados.

Haarmann foi condenado à morte por decapitação, e seu cérebro foi doado para a ciência para estudo.

 

O VAMPIRO DE LONDRES

Nascido em uma rigorosa seita fundamentalista cristã na Inglaterra, John George Haigh, quando jovem, ficou obcecado com a imagem do Cristo crucificado e o “poder salvador de seu sangue.”vampiro

Na década de 1940, ele começou a ter visões, sonhos e “revelações”, o primeiro dos quais foi a beber sua própria urina. Outro sonho o convenceu de que ele precisava beber sangue humano para manter sua vitalidade. Para preencher esta necessidade que o atraía, Haigh construíu um laboratório em sua casa para que ele pudesse atrair suas vítimas, matá-las, drenar o sangue de seus corpos, e dissolver os corpos em ácido sulfúrico na banheira. O sangue ele iria beber.

Quando ele tentou vender o casaco de pele de uma de suas vítimas idosas, Haigh foi finalmente preso. Suas tentativas de eliminar os corpos de suas vítimas não funcionou totalmente. Os investigadores da polícia encontraram partes do corpo, incluindo os dentes incriminadores, em seu laboratório.

Haigh foi condenado por nove assassinatos, apesar de suas reivindicações em seu julgamento de que eram atos religiosos e que precisava beber o sangue para alcançar a vida eterna. Ele foi executado por enforcamento, em agosto de 1949.

O VAMPIRO DE SACRAMENTO

criança vampiroQuando ele era criança na década de 1950, Richard Trenton Chase  tinha muitas das características de um futuro serial killer: ele era um “molhador de cama”, gostava de iniciar incêndios, e gostava de torturar e matar pequenos animais. Sua profunda aberração mental era evidente em sua prática de misturar os órgãos de suas vítimas animais com Coca-Cola em um liquidificador e beber.

Em 1975, Chase estava internado em uma instituição mental depois de injetar sangue de coelho em suas veias. No entanto, mesmo quando preso, ele conseguiu capturar pássaros que descansavam no parapeito da janela de seu quarto e comê-los, espalhando o sangue por todo o rosto. Era uma prática que lhe valeu o apelido de “Drácula” , auferido pelo pessoal do hospital.

Mesmo assim, Chase foi liberado do asilo psiquiátrico aos cuidados de sua mãe, com uma prescrição de medicamentos antipsicóticos. E foi aí que os seus instintos de matar se viraram para os seres humanos. Em 1978, ele atirou em Teresa Wallin, arrastou o corpo dela para o seu quarto, esfaqueou-a, cobriu as mãos e o rosto com o sangue dela, então bebeu mais do sangue dela a partir de um copo de iogurte.

Ele continuou a matar animais, incluindo dois filhotes de cachorro que ele comprou de um vizinho, e bebeu seu sangue. Poucos dias depois, ele entrou em uma casa onde uma mulher, seu filho e amigo estavam cuidando de uma criança pequena. Chase matou todos eles e bebeu um pouco de seu sangue. Ele comeu alguns dos órgãos internos da criança e até mesmo levou algum sangue com ele para casa, para beber mais tarde.

Quando a polícia finalmente apanhou Chase, descobriram em sua casa um show de horror de copos, pratos e talheres cobertos de sangue. Seu refrigerador estava abastecido com partes de corpos humanos. Em 1979, ele foi julgado pelo assassinato de seis pessoas, considerado culpado e condenado à morte na câmara de gás. Antes que ele pudesse ser executado, no entanto, Chase se matou – não com uma estaca de madeira no coração, ou por se expor à luz solar, mas por uma overdose de sua medicação antidepressiva.